A Baía onde o tempo ancorou

Baía de Camamu

    Visitar a baía de Camamu é como estar no verdadeiro paraíso. Suas praias, suas ilhas, tudo parece ser encantado. É a terceira maior baía do país, depois da de Todos os Santos (também na Bahia) e da Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro. A diferença é que suas ilhas, manguezais e florestas ainda estão bem preservados. Praias virgens de areias limpas são o que não faltam. As da Ilha do Goió, são desertas e recortadas; as da Península de Maraú têm piscinas recheadas de peixes e lagoas de água doce para refrescar. Nesses locais, o rio e o mar vão trabalhando as formas da terra e, caprichosos, às vezes invadem um ponto, alagando-o, enquanto devolvem areias para outro, num vaivém constante.
    O antigo atracadouro de barcos de Barra Grande, por exemplo, era um tamarindeiro que hoje está no centro do vilarejo. A árvore, um colosso que teve de ser podado com a chegada da luz elétrica, ainda serve de testemunha das viagens do mar, que, ali, recuou algumas quadras.
    O passeio pela Baía de Camamu deve começar pela manhã. O barco pode ser acertado com um dia de antecedência, assim como o preço (bem convidativo). Uma sugestão é seguir baía adentro, passando por pequenos lugarejos, como Barcelos do Sul, Campinho (aproveite para conhecer a casa onde Antoine de Saint-Exupéry, autor do Pequeno Príncipe, pernoitou), Ponta do Santo, Cajaíba, Âmbar, Ilha das Flores, Ilha Grande, Ilha da Pedra Furada.
    Cada lugarejo tem sua história. Existem alguns onde a população se esconde quando vê pessoas estranhas e, minutos depois, começa a abrir frestas na janela para ver quem é o visitante.

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