
OS ENSAIOS DA
"FRONTEIRA
COSMICA"
"A Fronteira Cósmica " e "Ensaios da Fronteira Cósmica são © de Mauro Porto
No trato de assuntos referentes a UFOs e Extraterrestres costumo me
apresentar como um engenheiro de mais de 60 anos, aposentado, com boa formação
científica, formado em telecomunicações e eletrônica, que é um daqueles poucos
capazes de testemunhar sobre a existência de sólidos e avançados UFOs
extraterrestres, porque teve a sorte de ver um deles cruzando uma estrada,
perto o suficiente para apagar o motor do carro em que estava com os pais, no início da adolescência.
Foi
um avistamento dos mais simples, nada mais que um "objeto voador" de
aproximadamente 10 metros, semelhante a
dois pratos de sopa colados pelas bordas, cruzando silenciosamente o vale que
penetra os primeiros degraus da serra de Petrópolis, no Rio de Janeiro,
movendo-se vagarosamente a baixa altura, poucas centenas de metros à frente do
veículo.
Após
o choque inicial a família decidiu que aquilo deveria ser uma das armas
secretas nazistas tomadas dos Alemães por qualquer das Potências Aliadas [o ano
era 1949, logo depois da guerra e, sim, meus pais eram pessoas alertas e
bem informadas].
Eles
bem cedo esqueceram do fato, mas para
mim o episódio foi
suficiente para ensinar para o resto da vida que a realidade das coisas
nem sempre está limitada ao que é oficialmente reconhecido como verdadeiro
pelas "autoridades".
Durante
os anos que se seguiram eu li ocasionalmente sobre o fenômeno UFO e fui ficando
mais e mais convencido de que, por mais incrível que fosse, investigações imparciais mostravam fortes indícios de uma
importante presença alienígena em nosso planeta.
Atualmente
eu não posso deixar de concordar com Joe Firmage, Dr. Steven Greer e muitas
outras respeitáveis figuras que pensam que esta situação é conservada em
segredo pela ação de um poderoso grupo dirigente do complexo industrial-militar,
derivado do Projeto Manhattan (a estrutura secreta montada para o
desenvolvimento da Bomba Atômica), que posteriormente escapou do controle
governamental.
Quero
deixar claro que eu apoio de todo o coração o esforço que está sendo feito por
Steven Greer e seus associados para despertar o Congresso americano -- e o
resto do mundo -- para a grande importância deste assunto, usando a inteligente
estratégia de se concentrar no testemunho de antigos oficiais das Forças
Armadas e funcionários civis de bom nível
e impecável carreira.
Até
o presente momento ele tem se contido bastante e tem conseguido evitar a
discussão de toda matéria controversa, inclusive a supremamente importante
questão de qual seria a motivação da presença extraterrestre entre nós -- uma
postura correta, porque, como Greer mesmo fez notar em um de seus
"position papers", as
civilizações extraterrestres provavelmente terão motivações e valores éticos e
sociológicos muito diferentes dos que estamos acostumados a encarar.
Mas
mesmo concordando com ele que devemos ter muito cuidado na seleção das palavras
que usamos para comunicar fatos
verificados, isto não quer dizer que não devamos confrontar as questões
difíceis, como a provável interferência dos ETs na evolução da espécie humana,
bem como as chamadas "abduções" e as "mutilações de
gado" -- que Greer tende a interpretar como bem intencionados "exames
clínicos" e "dissecações de animais".
A
inclinação de ver toda a atividade extraterrestre sob uma luz favorável deriva
da suposição de que civilizações antigas, centenas de milhares ou milhões de
anos mais velhas que a nossa, devam necessariamente ser benignas, isto é, que
hajam evoluído ao longo de linhas que achamos que devem universalmente
prevalecer.
Além
disso, nossa educação religiosa torna difícil de aceitar a possibilidade de que
a qualidade moral de nossos "irmãos celestiais" (ou competidores, ou
Senhores, ou qualquer combinação entre estes) possa ser deixada somente ao
arbítrio da sorte por uma Divindade benigna e protetora, preocupada com os
seres Humanos como suas criaturas especiais e preferidas -- o que é uma
entranhada crença das comunidades judaicas, cristãs e muçulmanas.
O
problema é que a Natureza não mostra nenhuma evidencia de que possa existir
algo como "criaturas preferidas".
Ao contrario do que certa vez disse Einstein, Deus parece estar
"jogando dados" o tempo
todo.
Então,
precisamos encontrar nossos próprios caminhos, aceitando o fato de que não
estamos vivendo em um bem guardado planeta, protegido contra a interferência indesejável de
alienígenas.
E,
conseqüentemente precisamos dar toda a atenção aos sinais negativos, porque, se
a realidade é assim, estamos expostos aos inimagináveis perigos inerentes à
vastidão de nossa "fronteira cósmica", um lugar prenhe de belezas e
oportunidades, mas um descampado selvagem, um faroeste sem cercas, sem xerifes,
e sem Juiz.
É
a razão porque devemos nos obrigar a examinar atentamente os dados que temos
sobre as questões mais sensíveis, inclusive as "mutilações de gado" e
os mais escassos mas -- como pode ser visto no primeiro dos seguintes ensaios
-- casos de "mutilação humana" impossíveis de negar.
Desde 25.08.01