Primeira Parte


 
 

9.1    Como Agem as Drogas
 

Da evolução de explicação passional do drogado pela sua amada - a droga - tem-se hoje uma explicação científica baseada na bioquímica cerebral. Como se sabe as células cerebrais - os neurônios - guardam uma distancia entre si e nisto são diferentes das demais células do organismo humano. Entre elas há um espaço chamado sinápse. A comunicação entre os neurônios, para transmissão de mensagens ( ou impulsos nervosos) se faz por substâncias químicas chamadas neurotransmissores que atuam na sinápse, em formações existentes nos neurônios (receptor de membrana). Fala-se, então, que as drogas psicoativas, como por exemplo, a cocaína, podem modificar, significativamente, o funcionamento normal dos neurotransmissores daí decorrendo os danos e lesões produzidos pelas drogas. A figura n. 1 mostra como funciona o cérebro diante de determinado estimulo nervoso.

        Um estimulo visual qualquer excita a zona visual (A) do cérebro com uma determinada ordem de apanhar, por exemplo, um objeto. No cérebro os neutransmissores levam a mensagem de uma região para outra. No caso citado, a ordem de pegar um objeto vai pelos neurotransmissores até a zona motora (B) que por sua vez, a envia à medula espinhal, onde outras células são estimuladas, atingindo fibras nervosas próximas à musculatura do braço. Os músculos, então, recebendo a ordem com a ajuda dos neurotransmissores,  movimentam-se cumprindo a mensagem originária do cérebro, que chega até às mãos que apanham o objeto. (Figura nº. 1)
 
 

Figura no1

 

9.2     As drogas depressoras, como os barbitúricos, podem atuar tanto sobre os neutransmissores como sobre certas células, retardando ou diminuindo o prosseguimento da mensagem, tornando os movimentos mais lentos. As drogas excitantes, como a cocaína, aceleram ou aumentam a atividade dos neurotransmissores, levando os mecanismos cerebrais a serem mais rápidos ou intensos. Já as drogas alucinógenas prejudicam a produção dos neurotransmissores e o funcionamento normal cerebral e, consequentemente, toda a ideação mental. Tanto no caso das depressoras como das excitantes, o longo uso das mesmas pode alterar toda a fisiologia da neuro-bioquímica cerebral.
 

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