Interesses Pessoais |
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Computação Gráfica. Desde os tempos da faculdade tenho desenvolvido algoritmos para representação plana de objetos tridimensionais. O primeiro deles surgiu da necessidade de plotar uma treliça espacial em aço que eu e um colega projetamos para participarmos de um concurso em São Paulo. O desenhista técnico que podíamos pagar não conhecia perspectiva o suficiente para "dar conta do recado". Desenvolvi uma função para mapeamento dos pontos no espaço (nós da treliça, cujas coordenadas X,Y,Z eram tabuladas) em pontos p=(x,y) do plano, segundo o método das perspectivas isométricas. O plotter era um Calcomp ligado a um IBM-1130 de 8Kb de memória ... O trabalho foi um sucesso (não por conta só da perspectiva, é claro) e tiramos o primeiro lugar no concurso. |
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Algum tempo depois resolvi escrever um artigo sobre perspectiva cônica para a revista Micro Sistemas. Dessa vez o processo era mais interativo: o objeto era representado por seus vértices e arestas e o observador podia se movimentar em torno do mesmo, sempre olhando para um ponto fixo em seu interior (veja o link ao lado). O computador era um HP-85, que já tinha uma "certa" capacidade gráfica. |
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| Continuei tentando descobrir formas de programar computadores para "desenhar" sólidos. Buscava uma maneira de representá-los com detalhes de sombreamento, brilho, efeitos de sombra, penumbra, etc. Os dispositivos de que dispunha até o momento eram vetoriais ou raster monocromáticos, nada adequados ao que procurava realizar. Não tinha me preocupado, até então, em saber o que vinha sendo feito em CG no mundo. | ||
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No início do Mestrado, cujo objetivo inicial era me especializar em Engenharia de Software, sugeriram-me que já buscasse delinear uma proposta de dissertação. Foi quando resolvi dar andamento formal às minhas investigações sobre síntese de imagens realistas por computador. Nessa fase já dispunha de um computador com capacidade gráfica a quatro cores (uma beleza!!!). Já tinha desenvolvido uma teoria de representação de sólidos (agora não necessariamente poliédricos) baseada no cálculo da cor de cada elemento da imagem (pixel="picture element") através da análise do caminho inverso do raio de luz que o atravessa em direção ao olho. Isso restringia o universo analisado a um número muito grande, porém finito, de raios (um para cada pixel da tela). Logo no início de meus estudos formais deparei-me com um item em um índice remissivo: "ray tracing", que traduzi como rastreamento de raios. Só poderia ser a mesma técnica que vinha desenvolvendo! De fato, os caminhos já haviam sido trilhados e a teoria já tinha um nome. Turner Witted (pelo que sei, atualmente na Microsoft) foi quem a introduziu à comunidade de CG em 1980. Meu trabalho "rendeu" outro artigo na MS. Dessa vez foi capa! | |
| Naquela época uma placa gráfica adequada à produção de imagens de qualidade era bastante cara (no mínimo US$ 6.000). Ainda antes do final de meu trabalho na PUC a AT&T introduziu a linha de placas TARGA no mercado. As placas dessa linha eram - e assim permaneceram por um bom tempo - as de melhor relação benefício/custo, o que as levou rapidamente à liderança de mercado e resultou na criação da empresa Truevision, spin-off da AT&T. Juntei uma "graninha" e comprei uma TARGA16, o que me permitiu implementar um rastreador de raios de boa qualidade, dessa vez com brilhos, sombras, penumbra, etc, etc. Tornei-me um especialista no desenvolvimento de software para essas placas e passei a fazer parte do grupo "International Solution Provider" da Truevision. | ||
![]() Árvore de Natal Arte de Ricardo Richers |
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| Do final de 1988 até meados de 1993 dediquei-me, quase exclusivamente, à Computação Gráfica. Como consultor e funcionário da TV Cultura (grande empresa, bons amigos dos quais sinto saudades) desenvolvi inúmeros programas de produção de efeitos especiais e de suporte à produção de seqüências animadas, dentre outros. Pretendo voltar "à carga", algum dia, portando para o Linux todos os utilitários que desenvolvi. | ![]() |
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| Aeromodelismo. Pretendo voltar a voar, assim que possível. Precisamos de um lugar legal para praticar aqui na Barra da Tijuca (Rio de Janeiro). Antigamente nosso grupo usava uma avenida que não tinha tráfego (parte, apenas, estava construída). A conexão com as avenidas em volta foi feita: perdemos a pista. Eis uma foto que consegui com aeromodelo equipado com uma câmera. As fotos eram comandadas de baixo. |
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| Ciclismo. Sinto falta dos tempos em que saíamos pedalando pela cidade. Falta, de fato, um grupo para que se possa sair por aí com um pouco mais de segurança. |
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| Meu sistema de Automação, Segurança
e Observação Remota. Estou desenvolvendo um. Veja mais sobre o Otus. |
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| Outros tantos ... Wind surf, ou Kite, que ainda pretendo fazer. |
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