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MARKETING É TUDO

A tecnologia está transformando as escolhas e as escolhas estão trans-formando o mercado. Como conseqüência, estamos testemunhando o surgi-mento de um novo paradigma do marketing - não um marketing do "Faça mais", que simplesmente aumenta o volume dos discursos de vendas do pas-sado, mas um marketing baseado na experiência e no conhecimento que re-presenta a morte definitiva do vendedor.

Há várias décadas, havia empresas concentrando suas energias de vendas em modificar a mentalidade do cliente adaptando-a para seus produtos. Ofereciam lemas como "Você pode escolher qualquer cor, desde que seja preto". Com o desenvolvimento da tecnologia e o aumento da competição, al-gumas empresas se mostraram mais dispostas a atender as necessidades do clientes, passando a perguntar "De que cor você prefere?"

Com tantas empresas oferecendo produtos, a fidelização do cliente seria uma tarefa muito dispendiosa utilizando os métodos convencionais de aumen-tar o pessoal de vendas ou aumentar o pessoal do marketing. A melhor opção torna-se estabelecer uma real interação empresa - cliente, onde o cliente fala de suas necessidades e assim ajuda a lançar os novos produtos.

O MARKETING É TUDO E TUDO É MARKETING

No passado, a noção de marketing poderia resumir-se em uma ligação do executivo-chefe para o HeadHunter onde dizia "Encontre um bom homem de marketing" ou seja, marketing era visto como uma função isolada na em-presa, que estaria inclusive subordinada a outras funções. Este marketing era entendido como um conjunto de vários truques para iludir o cliente persuadin-do-o a comprar os produtos daquela empresa. Hoje, o marketing não é uma função e sim uma forma de fazer negócios, e não está restrita a um departa-mento, todos dentro da empresa devem ter a consciência, desde a moça que serve o cafezinho até o mais alto executivo.

O OBJETIVO É GANHAR O MERCADO E NÃO APENAS VENDER O PRODUTO

Às vezes deter o mercado significa amplia-lo, outras vezes, diminui-lo. A Apple conseguiu fazer as duas coisas nos esforços de criar e deter o mercado. Se naquela época ela tivesse a mentalidade de fatia de mercado, teria lançado um computador dentro dos padrões do já gigante IBM, e ficaria sempre sujeito às vontades da IBM, mas ao invés disso, procurou um mercado que ainda não existia, encontrou o mercado de editoração eletrônica, criou micros específicos para isso. Uma vez dentro das empresas, qualquer outro passo seria mais fácil, então manteve contato e um bom relacionamento com seus clientes, avaliando quais eram suas maiores necessidades, e assim criou o primeiro sistema ope-racional baseado em gráficos e ícones, o principal diferencial de seu equipa-mento era a facilidade de manuseio.

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