CONSULTORIA
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Alternativamente
aderizansabiel@hotmail.com
As vantagens de uma consultoria precoce em relação ao andamento do projeto são óbvias.
Na fase de estudo preliminar, o autor do projeto escolhe, simultaneamente com a sua concepção arquitetônica, os parâmetros de adequação ao clima e de economia de energia que vai inserir no estudo inicial.
Já na fase de anteprojeto em desenvolvimento, paralelamente aos projetos complementares de estrutura e instalações, o autor do projeto arquitetônico tem menos opções entre os parâmetros que vai acrescentar ao projeto.
Em projetos concluidos ou obras em andamento, o autor do projeto reformula sua concepção arquitetônica para substituir os parâmetros porventura inadequados ou insuficientes.
A consultoria para construções concluídas implica em uma reforma.
A diferença de custo entre a introdução em tempo hábil dos parâmetros de adequação ao clima e a sua adoção tardia (se possível) também é evidente.
Dentro dos conceitos da sociologia contemporânea, está
embutida a noção de que constitue uma obrigação
social do arquiteto uma concepção arquitetônica conveniente,
não só ao cliente, como também à sociedade.
Sem embargo da prerrogativa do cliente, de estar disposto a pagar mela
manutenção dispendiosa de uma construção inadequada
ao clima, há que reconhecer a função social do arquiteto,
que implica, entre outras providências, numa atitude esclarecedora
e convincente acerca dos prejuizos causados à economia do país
e às reservas ecológicas mundiais por uma generalização
do desperdício de energia com iluminação artificial
e condicionamento de ar.
Também as construções ditas populares merecem
cuidado na adequação das técnicas construtivas e no
emprego de materiais que proporcionem o conforto térmico possível
sem climatização ativa.
A pressuposição de que a arquitetura contemporânea
deve ser universal está em franca oposição
às ultimas tendências que conduzem exatamente a uma regionalização,
produto
amadurecido da arquitetura bioclimática revigorada nas universidades
nas últimas décadas. A adjetivação
bioclimática
está esgotando seu ciclo útil de vida, da mesma forma que
a adjetivação funcional esgotou o seu há muito
tempo. Simplesmente, não se concebe uma arquitetura que não
seja funcional e bioclimática. Prosseguir usando tais atributos,
portanto, longe de robustecer, deprecia a força do vocábulo,
como no caso da democracia pluralista
e de outras adjetivações
que mais parecem remendos que atributos.
A arquitetura já é universal por sua natureza intrínseca,
mas com outra acepção do vocábulo. É
universal por exigir do arquiteto uma visão abrangente e multidisciplinar
do seu papel de
resolver - não de criar - problemas
com o poder de sua imaginação. Encarar as exigências
do clima como fator de cerceamento de sua liberdade criativa, é
um engano facilmente constatável, a partir do momento em que o arquiteto
descobre, ao regionalizar seu projeto, que encontrou nessas exigências
uma nova fonte de inspiração para soluções
estéticas sim, mas inadequadas não, mantendo intacto seu
direito inalienável a caprichos de criação.
Estaremos prontos para importar a chamada arquitetura universal
assim
que conseguirmos importar o clima universal!