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CONSULTORIA
derizans@uninet.com.br

Alternativamente
aderizansabiel@hotmail.com

As vantagens de uma consultoria precoce em relação ao andamento do projeto são óbvias.

Na fase de estudo preliminar, o autor do projeto escolhe, simultaneamente com a sua concepção arquitetônica, os parâmetros de adequação ao clima e de economia de energia que vai inserir no estudo inicial.

Já na fase de anteprojeto em desenvolvimento, paralelamente aos projetos complementares de estrutura e instalações, o autor do projeto arquitetônico tem menos opções entre os parâmetros que vai acrescentar ao projeto.

Em projetos concluidos ou obras em andamento, o autor do projeto reformula sua concepção arquitetônica para substituir os parâmetros porventura inadequados ou insuficientes.

A consultoria para construções concluídas implica em uma reforma.

A diferença de custo entre a introdução em tempo hábil dos parâmetros de adequação ao clima e a sua adoção tardia (se possível) também é evidente.

Dentro dos conceitos da sociologia contemporânea, está embutida a noção de que constitue uma obrigação social do arquiteto uma concepção arquitetônica conveniente, não só ao cliente, como também à sociedade.
Sem embargo da prerrogativa do cliente, de estar disposto a pagar mela manutenção dispendiosa de uma construção inadequada ao clima, há que reconhecer a função social do arquiteto, que implica, entre outras providências, numa atitude esclarecedora e convincente acerca dos prejuizos causados à economia do país e às reservas ecológicas mundiais por uma generalização do desperdício de energia com iluminação artificial e condicionamento de ar.
Também as construções ditas populares merecem  cuidado na adequação das técnicas construtivas e no emprego de materiais que proporcionem o conforto térmico possível sem climatização ativa.
A pressuposição de que a arquitetura contemporânea deve ser universal está em franca oposição às ultimas tendências que conduzem exatamente a uma regionalização, produto amadurecido da arquitetura bioclimática revigorada nas universidades  nas últimas décadas. A adjetivação bioclimática está esgotando seu ciclo útil de vida, da mesma forma que a adjetivação funcional esgotou o seu há muito tempo.  Simplesmente, não se concebe uma arquitetura que não seja funcional e bioclimática. Prosseguir usando tais atributos, portanto, longe de robustecer, deprecia a força do vocábulo, como no caso da democracia pluralista e de outras adjetivações que mais  parecem  remendos que  atributos.
A arquitetura já é universal por sua natureza intrínseca, mas com outra acepção do vocábulo.  É universal por exigir do arquiteto uma visão abrangente e multidisciplinar do seu papel de resolver - não de criar -  problemas com o poder de sua imaginação. Encarar as exigências do clima como fator de cerceamento de sua liberdade criativa, é um engano facilmente constatável, a partir do momento em que o arquiteto descobre, ao regionalizar seu projeto, que encontrou nessas exigências uma nova fonte de inspiração para soluções estéticas sim, mas inadequadas não, mantendo intacto seu direito inalienável a caprichos de criação.
Estaremos prontos para importar a chamada arquitetura universal assim que conseguirmos importar o clima universal!

derizans@uninet.com.br


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